sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

REDE NACIONAL DE OPERADORES DE SEGURANÇA LGBT’S



Autor Mário de Carvalho Leony
Delegado de Polícia Civil do Estado de Sergipe
Membro do Grupo de Trabalho LGBT - SENASP



I – Advento: Manifesto e Objetivos

A Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT exsurge a partir da decisão coletiva de seus representantes reunidos no Rio de Janeiro, durante a realização do II Seminário Nacional de Segurança Pública LGBT, no período de 08 a 11 de novembro de 2010, e da subscrição do Manifesto pela luta contra a homofobia: “Operadores de Segurança Pública Fora do Armário, em defesa da cidadania LGBT”.

Em apertada síntese manifestamos publicamente nosso compromisso com a organização plural e solidária na luta contra a homofobia em âmbito nacional, e manifestamos publicamente nosso repúdio à recrudescente escalada da violência homofóbica no Brasil.

Estamos convictos que, ao sairmos do armário, empunhamos a bandeira da defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mais encorajados e fortalecidos com vistas à promoção da nossa auto-estima e equiparação dos nossos direitos enquanto profissionais de segurança pública.

Em conseqüência seremos porta vozes dos direitos humanos da comunidade LGBT, compromissados com a construção de uma cultura de paz e respeito à diversidade sexual. Entendemo-nos enquanto profissionais da segurança pública, precedente à dimensão técnica de nossos ofícios, como pedagogos da cidadania, voltados à educação e conscientização do público homossexual, bem como da comunidade em geral, focados em especial no aspecto da prevenção à violência homofóbica.

Lutamos contra a homofobia internalizada nas instituições policiais, contra os critérios discriminatórios de seleção, as perseguições, óbices às promoções, sempre que evidenciado o preconceito em face da orientação e identidade de gênero dos operadores de segurança pública.

Consideramos a vitimização secundária, aquela perpetrada pelas próprias instâncias de controle social, a expressão mais covarde de violência, praticada por indivíduos que, motivados pelo ódio homofóbico, arbitram das suas prerrogativas de função, passíveis de responsabilização penal, administrativa e civil;

O enfrentamento da homofobia impõe, por sua vez, transformaçõesigualmente profundas nas estruturas econômicas, sociais e políticas do mundo em que vivemos, visando torná-las compatíveis com os valores de justiça, solidariedade, igualdade e liberdade consagrados em nossa carta magna, bem como o respeito à dignidade da pessoa humana;

Manifestamos o repúdio aos diversos episódios de violência policial em face do segmento LGBT ao longo dos anos, por vezes constrangidos à execução de serviços forçados, limpezas de delegacias, quartéis e viaturas, lavagens de cadáveres em institutos médicos legais, com fito de humilhar, depreciar; prisões arbitrárias, extorsões, ofensas físicas e morais, bem como o emprego desmedido ou descabido de armas de fogo ou outras armas não letais.

Assumimos o compromisso de contribuirmos para que os órgãos de segurança pública possam se redimir dessa mácula, sempre que denunciarmos eventuais episódios de abuso de poder e tortura fundados no preconceito homofóbico.

Os objetivos da rede são:
• Somar-se ao movimento homossexual organizado com vistas ao combate de todas as expressões do preconceito lesbofóbico, homofóbico e transfóbico;
• Servir de instrumento de defesa e garantia da integridade e cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com ênfase nos aspetos da prevenção e contenção da violência;
• Contribuir para a efetivação dos princípios e diretrizes priorizados pela Conferência Nacional LGBT, eixo 4: Da Justiça e Segurança Púbica; Conferências Estaduais LGBT; CONSEG e Conferências Estaduais de Segurança Pública, relacionados à livre orientação sexual e identidade de gênero;
• Promover a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, notadamente aqueles integrantes das carreiras policiais e guardas municipais, a partir da equiparação de direitos e do combate à violência e
discriminação, em especial a homofobia perpetrada nos órgãos de segurança pública;
• Incentivar e promover à denúncia de violações dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, notadamente dos operadores de segurança LGBT’s;
• Monitorar e avaliar a implementação das políticas de segurança pública, nos âmbitos federal, estaduais e municipais, de atendimento à população LGBT, prevenção e contenção da violência homofóbica;
• Ampliar o diálogo e a articulação entre a sociedade civil e os órgãos de segurança pública;
• Fomentar o mapeamento e diagnóstico da violência homofóbica, através de dados oficiais a subsidiar o efetivo planejamento estratégico das ações de prevenção e contenção dos crimes homofóbicos;
• Pleitear o aumento da carga horária nos cursos de formação e fomentar a realização de jornadas de direitos humanos, com vistas ao enfrentamento do preconceito e da violência homofóbica, lesbofóbica e transfóbica, pautada no respeito aos cidadãos LGBT’s, nas políticas de atendimento, a especialização da investigação dos crimes homofóbicos, técnicas de abordagem, dentre outros temas afetos, mediante a interlocução e participação do movimento social.


II – Carta de Princípios

Nossa organização nacional contatará, enquanto movimento social cujaidentidade e propósitos foram esboçados acima, com a participação de militantes integrantes dos quadros das carreiras policial federal, rodoviária federal, ferroviária federal, polícias civis, polícias militares, corpos de bombeiros militares, bem como as guardas municipais, em consonância com o artigo 144 e parágrafos da Constituição Federal,
assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais.

A efetiva participação dos operadores de segurança pública LGBT’s, em âmbito nacional, como porta-vozes de suas questões e protagonistas da luta por seus direitos, consiste na característica essencial e definidora da Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT’s.

A carta de princípios legitimada pelos representantes da Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT’s consistirá na bússola a nortear sua atuação, pautada nos seguintes aspectos:
• Exercício político circunscrito ao espaço do movimento social autônomo, apartidário e independente diante de governos e administrações;
• Sustentação de uma atuação política ativa e diurna nas questões que afetem diretamente os operadores de segurança pública LGBT, e solidária ao movimento homossexual organizado sempre que aviltados os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais;
• Avaliação das políticas públicas de atendimento aos LGBT’s, maior interlocução e proposição de parcerias com o poder público - reconhecer seu empenho, quando efetivo, e denunciar suas omissões, quando evidenciadas;
• Participação ativa no acompanhamento e apuração de denúncias de violação de direitos humanos que afetam a população LGBT;
• Defesa da criação e aprimoramento das legislações, regulamentos, decretos e portarias que assegurem aos operadores de segurança pública a plena condição de sujeitos de direitos e a igualdade entre seus pares;
• Convidarmos a sociedade a reconhecer, acolher e respeitar a livre orientação sexual e identidade de gênero, dentro e fora das instituições policiais, através de publicações, debates, produções culturais, manifestações públicas, dentre outras iniciativas.


III – Estruturação e funcionamento

São considerados participantes da Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT:

Até a data do 1º Encontro Nacional de Operadores de Segurança LGBT, todos aqueles que assinaram seu documento de fundação (O Manifesto pela luta contra a homofobia: Operadores de Segurança Pública Fora do Armário, em defesa da cidadania LGBT).

A partir do I Encontro, aqueles que endereçarem por escrito à Rede Nacional sua solicitação de adesão, declarando sua concordância com os princípios desta Carta, bem como sua orientação sexual e identidade de gênero.

A Rede realizará encontros nacionais de caráter deliberativo com a periodicidade de 2 em 2 anos, com a seguinte estruturação:

• A Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT’s compõe-se de:
I- Plenário;
II- Presidência;
III- Diretoria;
IV- Colegiado.
• Os encontros nacionais terão como objetivo a avaliação e debate de questões consideradas relevantes na ocasião de sua realização, assim como a tomada das decisões exigidas, e a proposição de seu encaminhamento, em plenário;
• As avaliações e propostas relativas a estas questões serão feitas em grupos de trabalho, e ali votadas por maioria simples dos filiados à rede;
• Os coordenadores dos grupos de trabalho elaborarão, a partir do relatório de cada grupo, um relatório único a ser apresentado à plenária. No caso de divergências, deve-se empreender todo o esforço na busca de um consenso. Propostas ou avaliações divergentes que não puderem ser conciliadas desta maneira devem ser destacadas, e encaminhadas para a apreciação dos núcleos participantes da Rede;
• Cada núcleo fará com seus delegados a discussão das proposições divergentes, e se posicionará a respeito de cada uma delas. A respeito de cada proposição, prevalecerá a posição tomada pela maioria simples dos núcleos;



A Rede será coordenada por um colegiado, eleito a cada Encontro Nacional, com as seguintes características e atribuições:
Será composto por no máximo 33 (Trinta e três) membros distribuídos em 03 (Três) núcleos:

I – FEDERAIS: 01 (Um) representante da polícia federal, 01 (Um) representante da polícia rodoviária federal e 01 (Um) representante da polícia ferroviária federal, preferencialmente um gay, uma lésbica e uma travesti ou transexual, escolhidos pela deliberação entre os integrantes das respectivas carreiras, filiados à rede – Totalizando no máximo 03 (Três) Coordenadores;

II – POLÍCIAS ESTADUAIS: 03 (Três) representantes das polícias estaduais, por região (Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul), preferencialmente 01 (Um) representante da polícia civil, 01 (Um) representante da polícia militar e 01 (Um) representante do corpo de bombeiros militar - preferencialmente um gay, uma lésbica e uma travesti ou transexual, escolhidos por deliberação entre os integrantes das respectivas carreiras filiados à rede – Totalizado no máximo 15 (Quinze) Coordenadores.

III - GUARDAS MUNICIPAIS: (Três) representantes das guardas municipais, por região (Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul), preferencialmente 01 (Um) gay, 01 (Uma) lésbica e 01 (Uma) travesti ou transexual, escolhidos pela deliberação entre os integrantes das respectivas carreiras filiados à rede – Totalizando no máximo 15 Coordenadores.

O Colegiado deverá contar com no mínimo 15 (Quinze) Coordenadores, sendo no mínimo 02 (dois) representantes do núcleo I (PF) e 07 (sete) representantes, respectivamente, dos núcleos II (PC, PM, CB) e III (GM).

O Colegiado deverá reunir-se regularmente de forma a possibilitar a coordenação das diversas iniciativas e frentes de ação da Rede, e sua divulgação e acompanhamento pelos núcleos participantes. Deverá, ainda, tomar as decisões que não possam aguardar a data do próximo Encontro Nacional, tomando suas posições a partir das discussões realizadas com os núcleos.

Além dos Encontros Nacionais, com as características e objetivos já descritos, a Rede deve promover, a qualquer tempo, manifestos públicos, seminários temáticos, feiras culturais, etc, de interesse para fortalecimento, ampliação e divulgação da Luta contra a homofobia, notadamente a homofobia, lesbofobia e transfobia institucionalizadas, consideradas as manifestações de preconceito e violência perpetradas em órgãos de segurança pública.

Deve, ainda, constituir comissões específicas de trabalho, cuja composição, objetivos e modo de funcionamento ocorrerão conforme prioridades e necessidades definidas pela própria rede.

O presidente e a Diretoria Executiva será eleita pelo Colegiado, conforme o disposto no regimento interno.

São atribuições do Presidente:
I - Convocar e presidir as reuniões do colegiado;
II – Solicitar a elaboração de estudo, informações e posicionamento
sobre temas de relevante interesse público;
III – Firmar atas das reuniões.

Caberá
A estruturação e o funcionamento da Rede devem sempre refletir os princípios que a constituem, de forma a assegurar em sua organização a prática democrática e solidária que reúne seus núcleos.
Esta Carta de Princípios foi aprovada por aclamação, com unanimidade, durante a realização do II Seminário Nacional de segurança Pública LGBT, Rio de Janeiro - RJ, no dia 09 de novembro de 2010.






sábado, 15 de janeiro de 2011

Gustavo Bernardes, é o novo Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT

Gustavo Carvalho Bernardes


O advogado e ativista da ONG SOMOS de Porto Alegre, Gustavo Bernardes, 35 anos, foi escolhido para ser o novo responsável pela Coordenadoria Nacional de Promoção dos Direitos LGBTs. Gustavo assumirá a função de Coordenador Geral LGBT da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República(SNDH).




A Ministra responsável pela secretaria, Maria do Rosário, declarou em seu discurso de posse que: "Não descansaremos diante da intolerância, base para os crimes de ódio praticados contra os homossexuais. É uma responsabilidade nossa integrarmos ações para a promoção dos direitos da população LGBT com a garantia da igualdade dos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em relação a toda a sociedade". A Ministra ainda assegurou que,  em seu mandato irá lutar pela aplicação do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), que aponta questões da criminalização da homofobia, união civil e adoção para LGBT.





Não sei se essas pessoas irão ter sucesso em suas empreitadas, mas de uma coisa eu tenho certeza, estamos muito bem representados. Essas são pessoas capacitadas, engajadas e cientes, não só das dificuldades que encontrão, mas sobretudo, da importância dessa luta.





Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT (Subsecretaria Nacional de Produção e Defesa dos Direitos Humanos / Secretaria dos Direitos Humanos / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA)
Telefone: (61) 2025-3081 / 2025-3080
E-mail: gustavo.bernardes@sdh.gov.br


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

1º ENCONTRO DA REGIÃO SUL DA ABGLT, nos dias 26 27 e 28 de Novembro de 2010.

SECRETARIA REGIONAL SUL







1 º ENCONTRO DA REGIÃO SUL DA ABGLT



QUAL O TEMA?
"Trocar Experiências e Planejar é bom" 


OBJETIVO DO EVENTO?
Fomentar a troca de experiência e interação das OSC, ONG’s, Instituições e Movimentos Sociais LGBT filiados ou não a ABGLT, e formular o Planejamento Estratégico da Secretaria Regional Sul da ABGLT. 


QUANDO?
Nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010.


QUAL O LOCAL?
Avenida Campeche, 1373, Campeche - Florianópolis/SC
Brasil    /   CEP 88063-300
Tel/Fax: 55 (48) 3338-2020


HORÁRIO:
Inicia às 13h do dia 26/11/2010 com o Credenciamento do Evento.


QUEM PODE PARTICIPAR:
OSC, ONG’s, Instituições e Movimentos Sociais LGBT, Direitos Humanos filiados ou não a ABGLT da Região Sul do Brasil.


QUANTAS VAGAS POR INSTITUIÇÃO?
3 Vagas (Em caso de disponibilidade abriremos mais vagas por instituição)


HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO
Será disponibilizada pelo evento


TRANSPORTE/TRANSLADOS
Por conta de cada participante/instituição/ONG, etc


ENDEREÇO PARA ENCAMINHAR A INSCRIÇÃO
nucleodiversidaderoma@gmail.com


ONDE TENHO MAIS INFORMAÇÕES?
Fabricio Lima (Coordenador Estadual da ABGLT em Santa Catarina)
TIM  (48) 9937-1054
OI  (48) 8436-8278
CLARO  (48) 8811-1559
Telefone Fixo: (48) 3242-7645


REALIZAÇÃO:
- GATA Tubarão - Associação das Transgêneros da Amurel Tubarão GATA
- ROMA – Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis
- MCLGBTT - Movimento Catarinense LGBTT
- Secretaria Regional Sul da ABGLT


FINANCIAMENTO:
- Ministério da Saúde


APOIO:
- Fórum Catarinense de ONGs/Aids
- Gerente de Vigilância de Doenças Sexualmente Transmissíveis – GEDST (Diretoria de Vigilância Epidemiológica – DIVE / Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina)
- Associação Arco-Íris Joinville
- Movimento LGBT de Itajaí
- Núcleo de Pesquisa ENTRENOS / UNISUL
- Núcleo de Pesquisa Mídia e Participação Política e Social / UFSC
- Programa Municipal de DST/HIV/Aids (Secretaria Municipal de Saúde de Tubarão)
- Programa Municipal de DST/HIV/Aids (Gerência de Vigilancia Epidemiológica / Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis)- SINDPREVS/SC

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Seminário debaterá Atenção Primária e Relações Público-Privado no SUS

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) promoverá, no período de 8 a 11 de novembro, o Seminário Nacional de Atenção Primária em Saúde e sobre as Relações Público-Privado no SUS. O evento será realizado no Hotel Nacional, em Brasília, com a participação de cerca de mil pessoas. Serão dois dias dedicados aos debates e apresentações sobre atenção primária em saúde no Brasil e outros dois para o tema relações público e privado no Sistema Único de Saúde (SUS).

O SUS estabelece princípios dos mais ambiciosos, como universalidade, integralidade, equidade e participação democrática. Para que o Sistema possa ser viabilizado e efetivamente reconhecido são fundamentais ações intersetoriais com a correspondente observação dos determinantes sociais e a estruturação de uma rede com atuação prioritária na promoção da saúde e na prevenção das doenças.

A realidade mostra que temos excelentes experiências ligadas à prevenção como são os casos da estratégia Saúde da Família, o Programa Nacional de Imunização e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Controle de Endemias. No entanto, ainda há graves distorções na execução das ações o que gera comprometimento e dissintonia entre os programas e a estruturação da rede de atenção primária à saúde.

A legislação do SUS estabelece, ainda, a possibilidade de participação do setor privado no Sistema de forma complementar, especificamente em situações em que o ente público não tiver excepcionalmente condições de prover, por meio das suas próprias condições, o atendimento da população sob a sua responsabilidade. Contudo, o cenário atual aponta para uma absoluta inversão desta regra legal. Desta forma, a realização dos seminários é imprescindível para o aprofundamento do debate em torno da atenção primária à saúde e sobre a relação público - privado no SUS.

Objetivos Geral
Realizar um diagnóstico da atenção primária em saúde no Brasil, avaliando suas possibilidades enquanto rede de atuação prioritária na promoção e prevenção à saúde, bem como avaliar o processo de participação do setor privado no Sistema Único de Saúde.

Específicos
- Realizar aproximação com experiências internacionais e nacionais de atenção primária;
- Reafirmar os princípios e diretrizes do SUS, preconizados pelas Leis nº 8.080 e nº 8.142, na Atenção Primária;
- Avaliar o financiamento e execução dos serviços;
- Identificar as questões estruturantes da relação público e privado no Sistema Único de Saúde.
- Avaliar a desregulamentação e precarização das condições de trabalho nos setores públicos e privados.

Público-Alvo:
O público estimado é de 1000 participantes provenientes do: Conselho Nacional de Saúde, Conselhos Estaduais de Saúde, Conselhos Municipais de Saúde (capitais), Conass, Conasems, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Ministério da Saúde, secretarias estaduais de saúde, secretarias municipais de saúde (capitais), Cosems, representantes dos municípios, fórum de usuários da saúde, fórum de trabalhadores de saúde, coordenadores de plenária, Ministério Público da União, Supremo Tribunal Federal, Advocacia Geral da União, Controladoria Geral da União e Palestrantes.

Serviço
Data: 8 a 11 de novembro de 2010
Local: Hotel Nacional - Setor Hoteleiro Sul - Quadra 01 - Bloco A - Brasília, DF


FONTE: Site: conselho.saude.gov.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Programação da Semana da Diversidade de Florianópolis 2010




PROGRAMAÇÃO

MESAS REDONDAS E OFICINAS:

30/08/2010
– ABERTURA DA SEMANA DA DIVERSIDADE DE FLORIANÓPOLIS;
Horário:
19h às 19h30min
Apresentação do DJ Felippe Ramos

– MESA REDONDA: “VIOLAÇÕES E VIOLÊNCIAS CONTRA LGBTS NA PERSPECTIVAS DOS DIREITOS HUMANOS”
Horário:
das 19h30min às 22h
Ementa:
O objetivo dessa mesa é apresentar num panorama Estadual as ações que estão sendo executadas contra a violência e violação dos direitos Humanos das pessoas LGBts, tendo como principal marco as questões relacionadas ao combate da HomoLesboTransfobia co-relacionadas às Pessoas com Deficiência, Surdo(a) e/ou questões Étnico/Racial.
*O debatedor na sua competência tem como desafio instigar e provocar os participantes para participação e voz ativa na mesa. Cada debatedor terá no máximo 15min para sua exposição.
Debatedores:
- Victória Regina dos Santos (Psicóloga, Coordenadora-Geral do IPESP – Instituto de Pesquisas e Estudos em Segurança Pública)
- Claudia Nichnig (OAB/SC)
- Igo Martini (CGPDLGBT/SDH)
- Maria Guilhermina Cunha Salazari (Bibliotecária, Secretária-Adjunta da Secretaria Regional Sul da ABGLT)
Coordenação de Mesa:
Maria Guilhermina Cunha Salazari (Bibliotecária, Secretária-Adjunta da Secretaria Regional Sul da ABGLT)


31/08/2010 – MESA REDONDA: “DIVERSIDADE NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO”
Horário:
das 19h às 22h
Ementa:
O objetivo da mesa é fazer um apanhado geral dos meios de comunicação, de forma a explanar as contribuições e não contribuições dos meios de comunicação para efetivação de políticas públicas voltadas a comunidade LGBT. Ainda dentro da mesa destacaremos como os veículos de comunicação têm influenciado a comunidade a compreender em sua totalidade as questões políticas, sociais e culturais LGBT. Como plano de fundo debateremos ainda questões co-relacionadas às Pessoas com Deficiência, Surdo(a) e/ou questões Étnico/Racial.
*O debatedor na sua competência tem como desafio instigar e provocar os participantes para participação e voz ativa na mesa. Cada debatedor terá no máximo 15min para sua exposição.
Debatedores:
- Ramayana Lira (Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Audiovisual / UNISUL)
- Anahi Guedes de Mello (Integrante do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis)
- Itamar Aguiar (Jornalista, Coordenador do Núcleo de Pesquisa Mídia e Participação Política e Social / UFSC)
- Carmen Silvia Rial (Jornalista, Professora e Pesquisadora da área de Gênero, Antropóloga / UFSC)
- Rafael Cavichiolli Teixeira (Integrante da Associação Catarinense de LGBT Surdos, e do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis)
Coordenação de Mesa:
Ramayana Lira (Jornalista, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Audiovisual / UNISUL)


01/09/2010 – MESA REDONDA: “ALERTA EM DST/HIV/AIDS E HEPATITES VIRAIS”
Horário:
das 13h30min às 17h30min
Ementa:
O objetivo dessa mesa é expor num panorama Nacional/Estadual as ações e políticas públicas que vem sendo implantadas no Estado para o combate e disseminação das DST/HIV/AIDS, além de trazer para mesa informações quantitativas do programa DST/AIDS e abordar questões de preservação, orientações e pessoas vivendo com DST/HIV/AIDS na comunidade LGBT. Como plano de fundo debateremos ainda questões co-relacionadas às Pessoas com Deficiência, Surdo(a) e/ou questões Étnico/Racial.
*O debatedor na sua competência tem como desafio instigar e provocar os participantes para participação e voz ativa na mesa. Cada debatedor terá no máximo 15min para sua exposição.
Debatedores:
- Dr. Correia (Médico da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais / Secretaria Município de Itajaí)
- Andréia Isabel Giacomozzi (Programa Municipal de DST/HIV/Aids e Hepatites Virais da Gerência de Vigilância Epidemiológica / Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis)
- Anna Maria Gomes Haensel (Grupo Hércules/SC - Coordenadora de Hepatites Virais)
- Igor da Silva Gimenez (Jovens vivendo com HIV/Aids - Projeto Pact Brasil)
Coordenação de Mesa:
Andréia Isabel Giacomozzi (Programa Municipal de DST/HIV/Aids e Hepatites Virais da Gerência de

Horário:
das 19h às 22h
Ementa:
O objetivo dessa mesa é expor num panorama Nacional/Estadual as ações e políticas públicas que vem sendo implantadas no Estado para o combate e disseminação das DST/HIV/AIDS, além de trazer para mesa informações quantitativas do programa DST/AIDS e abordar questões de preservação, orientações e pessoas vivendo com DST/HIV/AIDS na comunidade LGBT. Como plano de fundo debateremos ainda questões co-relacionadas às Pessoas com Deficiência, Surdo(a) e/ou questões Étnico/Racial.
*O debatedor na sua competência tem como desafio instigar e provocar os participantes para participação e voz ativa na mesa. Cada debatedor terá no máximo 15min para sua exposição.
Debatedores:
- Anna Maria Gomes Haensel (Grupo Hércules/SC - Coordenadora de Hepatites Virais)
- Igor da Silva Gimenez (Jovens vivendo com HIV/Aids - Projeto Pact Brasil)
- Alex Marcelo Amaral da Silva (Presidente do Fórum Catarinense DST/Aids)
- Tomaz Beche Estivalete (Integrante do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis)
Coordenação de Mesa: Alex Marcelo Amaral da Silva  (Presidente do Fórum Catarinense DST/Aids)


02/09/2010 – MESA REDONDA: “DIVERSIDADE NAS RELAÇÕES DO TRABALHO
Horário:
das 19h30min às 22h
Ementa:
O objetivo é discutir as relações de trabalho das pessoas LGBTs, seus enfrentamentos, suas posições em relação a questões de HomoLesboTransfobia dentro das organizações. Tentar expor de maneira a contribuir com o cotidiano das pessoas LGBTs dentro das suas posições numa determinada profissão. Como as empresas têm preparado seus profissionais para um relacionamento humano e de respeito para com os LGBTs? Como plano de fundo debateremos ainda questões co-relacionadas às Pessoas com Deficiência, Surdo(a) e/ou questões Étnico/Racial.
*O debatedor na sua competência tem como desafio instigar e provocar os participantes para participação e voz ativa na mesa. Cada debatedor terá no máximo 15min para sua exposição.
Debatedores:
- Fabricio Lima (Administrador, Coordenador do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis)
- Paulo Roberto Cardoso de Andrade (Escrivão de Polícia – Delegacia de Polícia Civil de Santa Catarina)
- Suzana Tolfo (Psicóloga, Professora e Pesquisadora da UFSC)
- Ringo Bez de Jesus (Integrante do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis)
- Shirlei Cardoso (Coordenadora do Comitê de Gênero da Eletrosul)
Coordenação de Mesa:
Fabricio Lima (Coordenador do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis)


03/09/2010 – MESA REDONDA: “POLÍTICAS PÚBLICAS PARA LGBT”
Horário:
das 19h às 22h
Ementa:
O objetivo dessa mesa é apresentar de forma geral as políticas atuais que vem sendo implantadas e reestruturadas no Brasil, e estratégias de promoção, efetivação das propostas públicas. Como plano de fundo debateremos ainda questões co-relacionadas às Pessoas com Deficiência, Surdo(a) e/ou questões Étnico/Racial.
*O debatedor na sua competência tem como desafio instigar e provocar os participantes para participação e voz ativa na mesa. Cada debatedor terá no máximo 15min para sua exposição.
Debatedores:
- Patricia Fontanella (Advogada, Professora e Pesquisadora do Curso de Direito da UNISUL)
- Caio Varela (Assessor Parlamentar, Assessora da Frente Parlamentar LGBT do Senado Federal)
- Dra. Suzana (Promotora de Justiça de Brusque/SC)
- Mitchelle Meira (CGPDLGBT/SDH)
- Ricardo Camargo Vieira (Vereador de Florianópolis)
Coordenação de Mesa:
Caio Varela (Assessor Parlamentar, Assessora da Frente Parlamentar LGBT do Senado Federal)



AÇÕES NAS RUAS E PRAÇAS:

28/08/2010 – 10h – Abertura Pública da Semana da Diversidade de Florianópolis (Divulgação);
30/08/2010 – 14h – Estandarte LGBT (Ato Público na Frente da ALESC – Assembléia Legislativa de Santa Catarina);
30/08/2010 – 17h – Divulgação da Abertura da Semana da Diversidade de Florianópolis;
31/08/2010 – das 10h às 17h – Quiosque da Prevenção DST/HIV/Aids e Hepatites Virais no TICEN. Promoção da CMAIDS - Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/Aids e Hepatites Virais do Município de Florianópolis. Apresentação do DJ Felippe Ramos;
01/08/2010 – 18h – Estandarte LGBT (Ato Público na Frente da Câmara de Vereadores de Florianópolis – Entrega da Moção pela aprovação de Leis);
02/09/2010 – 12h – Ato Público na Frente da Catedral, com entrega de Folders Informativos sobre Homofobia, Lesbofobia, e Transfobia; Estandarte LGBT com uma faixa preta no meio; Palavras de ordem Luto pelas Mortes, e por um estado Laico; Pelos Mártires LGBT. Apresentação do DJ Felippe Ramos;
03/09/2010 – 17h – Abertura do 1ª Encontro Regional Sul da ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais;
05/09/2010 – 14h – Parada da Diversidade de Florianópolis; Apresentação no Trio Elétrico com o som do DJ Felippe Ramos ;
07/09/2010 15h – PINK NIQUE no Parque da Luz, centro de Florianópolis. Apresentação do DJ Felippe Ramos








LOCAL DAS MESAS REDONDAS
Auditório da UNISUL - Unidade Ilha Centro
Situada a Rua Trajano, 219 - 1º andar - Bloco A - Centro/Florianópolis




INFORMAÇÕES SOBRE A SEMANA DA DIVERSIDADE
ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis
Telefones: TIM (48) 9937-1054  /  OI (48) 8436-8278  /  CLARO (48) 8811-1559  com Fabricio Lima



INFORMAÇÕES SOBRE O 1º ENCONTRO REGIONAL SUL DA ABGLT


REALIZAÇÃO
- ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis
- Movimento LGBT de Itajaí
- GATA Tubarão - Associação das Transgêneros da Amurel Tubarão GATA
- Núcleo de Pesquisa ENTRENOS / UNISUL

APOIO
- ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
- AEGLBTS/SC - Associação dos Empreendedores GLBTS de Santa Catarina
- CMAIDS - Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/HIV/Aids e Hepatites Virais do Município de Florianópolis (Parceria entre ONGs e a Secretaria Municipal de Saúde)
- Fórum Catarinense de ONGs/Aids
- Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais (Secretaria Município de Itajaí)
- Gerente de Vigilância de Doenças Sexualmente Transmissíveis – GEDST (Diretoria de Vigilância Epidemiológica – DIVE / Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina)
- Associação Arco Iris Joinville
- Núcleo de Pesquisa Mídia e Participação Política e Social / UFSC
- Programa Municipal de DST/HIV/Aids (Secretaria Municipal de Saúde de Tubarão)
- Prefeitura Municipal de Florianópolis / Secretaria Municipal de Saúde / Diretoria de Vigilância em Saúde / Gerência de Vigilância Epidemiológica / Programa Municipal de DST/HIV/Aids e Hepatites Virais)
- SINDPREVS/SC
- IPESP – Instituto de Pesquisas e Estudos em Segurança Pública (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão - SSPDC/SC)