segunda-feira, 25 de abril de 2011

Semana de Enfrentamento ao Sexismo, Lesbofobia, Homofobia e Transfobia

Convidamos você para participar da "Semana de Enfrentamento ao Sexismo, Lesbofobia, Homofobia e Transfobia", que acontecerá no dia 16 de maio, das 8h00min às 18h30min, Rua Paschoal Apóstolo Pitsica, 4860 (ao lado da Polícia Federal) e a Audiência Pública ocorrerá em 17de maio, às 18h30min, no auditório da Fecomércio, Rua Felipe Schmidt, 785, centro.

Este evendo esta sendo realizado pela Coordenadoria Municipal de Politicas Públicas para Mulheres, em parceria entre o ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis, e demais entidades Universitárias, Movimentos Sociais e as Organizações Não Governamentais.

Estas atividades estão em consonância com compromisso do poder executivo municipal que pauta seu o trabalho no sentido de realizar ações que valorizem a diversidade, a equidade de gênero e o fim de estigmatizações contra sujeitos sociais, garantindo assim a efetivação dos direitos e o pleno exercício da cidadania. Cuminando também com a Lei Municipal de Florianópolis nº 7476/2007 sobre o dia 17 de Maio, que é o Dia Municipal de Combate a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

 

As inscrições para o seminário poderão ser realizadas até 12 de maio no site da Prefeitura de Florianópolis. (http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/semas/?cms=sexismo++lesbofobia++homofobia+e+transfobia)
 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Acesso o Site Oficial da 2ª Marcha Nacional Contra Homofobia


Acesso o Site Oficial da

MANIFESTO DA II MARCHA NACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA

MANIFESTO DA II MARCHA NACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA
“Nada é mais forte que uma ideia cujo tempo chegou”.   Vitor Hugo

Igualdade de direitos. Fim da discriminação. Fim da violência. Cidadania plena. Reconhecimento. Respeito. Essas são as nossas reivindicações. Somos milhões de brasileiras e brasileiros, ainda excluídos  da democracia e ignorado pelas leis do país.

Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos  credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo  simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos /ãs de “segunda classe “    em nosso Brasil.

Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.

A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático  de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem  nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia.  Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.

Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à  II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na  Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.

O dia 17  de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.

Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social.Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência  homofóbica,  a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são  jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.

O  Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT.   A grande oposição  à   cidadania  LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.

O Brasil é um país plural e diverso, que respeita  todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico – separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente.  O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada -   individual ou comunitária.  Religião é uma escolha, a cidadania não!

Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir  o respeito à diversidade.

A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.

Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia.  Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.

Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis,  faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.

Na ocasião da II Marcha, convidamos a todas e todas para participar do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, a ser realizado no dia 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia – no auditório Nereu Ramos.

Março de 2011
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais seleciona 38 propostas de eventos para 2011

Departamento seleciona 38 propostas de eventos para 2011

Instituições listadas têm até o dia 18 de março para apresentar os dados necessários
Conteúdo extra: Galeria de fotos
O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgam hoje (11) o resultado de seleção de projetos de eventos para o enfrentamento das epidemias de DST, aids e hepatites virais no Brasil. Foram contempladas pela seleção pública 18 propostas nacionais e 20 regionais.
Confira a lista de aprovados.
O Comitê Seletivo recebeu, e analisou, 145 propostas. Entretanto, nem todos os projetos poderão ser apoiados, em virtude de limitações financeiras dessa linha de ação. “Bons projetos foram apresentados. Porém, não há como apoiar todos. A partir de reformulações e readequações, bem como a adimplência junto a estados e municípios, outras instituições (além das beneficiadas) podem ser apoiadas”, afirma o diretor-adjunto do Departamento, Eduardo Barbosa.
As instituições selecionadas têm o prazo de cinco dias úteis para apresentação dos dados bancários para o projeto (conta específica para o projeto). Informações sobre o processo de seleção, dúvidas ou recursos serão atendidos pelo e-mail scdh@aids.gov.br até a próxima sexta-feira, 18 de março de 2011.
O edital de seleção está disponível no site www.aids.gov.br/edital/selecao-de-projetos-de-eventos-2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Bloco da Camisinha, venha você também participar e se integrar na Festa


MUITO SAMBA, MUITA ALEGRIA e
MUITA CAMISINHA

PARA CURTIR BEM O CARNAVAL
  
TRAVESSA RATCLIF e RUA JOÃO PINTO
CENTRO - FLORIANÓPOLIS/SC

Sexta-feira 04/03 – das 19hs às 22hs.



Travessa Cultural


Vamos lá conferir o "Bloco da Camisinha" galera, os integrantes do ROMA também estarão lá dando um apoio, participando e se integrando na Festa, venha você também!

terça-feira, 1 de março de 2011

Programa BOLSA ATLETA

O Bolsa-Atleta é um programa do Governo Federal, sendo o gestor o Ministério dos Esportes - ME, que tem como objetivo principal garantir a manutenção pessoal mínima a atletas de alto rendimento, que não possuem patrocinadores para que possam se dedicar ao treinamento e participar de competições esportivas.
O programa também visa dar suporte à formação de gerações de atletas com potencial para representar o país nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.
O benefício é destinado aos praticantes do desporto com rendimento superior em modalidades olímpicas e paraolímpicas, incluindo as modalidades vinculadas ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e ao Comitê Paraolímpico Internacional - CPI.
Também serão consideradas as modalidades não olímpicas e não paraolímpicas, para a concessão da Bolsa-Atleta, pleiteada por atleta de reconhecido destaque, nas categorias estudantil, nacional ou internacional.
O programa foi instituído pela Lei nº. 10.891, de 9/7/04, e regulado pela Portaria nº. 02, de 18/1/06, que estabelece normas sobre procedimentos administrativos necessários ao atendimento das disposições da Lei e pelo Decreto nº. 5.342, de 14/1/05, que regulamenta a Lei no 10.891.1.1     
O atleta interessado em participar deve verificar se atende a todos os pré-requisitos determinados em Lei para sua categoria e, para receber o benefício se inscreve no programa e, se for selecionado pelo ME, passa a receber, mensalmente, um auxílio financeiro, que é creditado em conta.
O programa é dividido em 4 categorias, com valores diferenciados de benefício:
      • Atleta Estudantil – Valor da Bolsa: R$ 300,00/mês;
      • Atleta Nacional – Valor da Bolsa: R$ 750,00/mês;
      • Atleta Internacional – Valor da Bolsa: R$ 1.500,00/mês;
      • Atleta Olímpico e Paraolímpico – Valor da Bolsa: R$ 2.500,00/mês
Caso atenda a todos os pré-requisitos, o atleta deve efetuar a inscrição no endereço http://portal.esporte.gov.br/snear/bolsa_atleta/, preencher uma Proposta de Participação e encaminhar ao ME, juntamente com os documentos relacionados no mesmo endereço.
Mais informações podem ser obtidas junto ao Ministério dos Esportes:



Att,
Diretoria de Mobilização Comunitária
Secretaria Municipal de Assistência Social - SEMAS
Prefeitura Municipal de Florianópolis
Contato: (48) 3251-6267 e 3251-6215

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Projeto que criminaliza a homofobia é dasarquivado - PLC nº 122/2006

O PLC - PROJETO DE LEI DA CÂMARA, Nº 122 de 2006 que criminaliza a discriminação contra homossexuais foi desarquivado. A iniciativa foi da senadora Marta Suplicy.



Este Projeto altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e ao art. 5º da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e dá outras providências.

Uma vez que o PLC já se encontra instruída pela Comissão de Assuntos Sociais, a matéria volta ao exame da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e, posteriormente, vai à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Brasileiro.

A ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT's) encaminhou para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa através do Of. PR 213/2010 (TR/dh) a Moção de apoio ao PLC 122, de 2006, aprovada pela Conferência Nacional de Educação realizada em Brasília-DF no primeiro semestre de 2010, sendo mais um documento emitido pela população brasileira de apoio ao Projeto de Lei.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

REDE NACIONAL DE OPERADORES DE SEGURANÇA LGBT’S



Autor Mário de Carvalho Leony
Delegado de Polícia Civil do Estado de Sergipe
Membro do Grupo de Trabalho LGBT - SENASP



I – Advento: Manifesto e Objetivos

A Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT exsurge a partir da decisão coletiva de seus representantes reunidos no Rio de Janeiro, durante a realização do II Seminário Nacional de Segurança Pública LGBT, no período de 08 a 11 de novembro de 2010, e da subscrição do Manifesto pela luta contra a homofobia: “Operadores de Segurança Pública Fora do Armário, em defesa da cidadania LGBT”.

Em apertada síntese manifestamos publicamente nosso compromisso com a organização plural e solidária na luta contra a homofobia em âmbito nacional, e manifestamos publicamente nosso repúdio à recrudescente escalada da violência homofóbica no Brasil.

Estamos convictos que, ao sairmos do armário, empunhamos a bandeira da defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mais encorajados e fortalecidos com vistas à promoção da nossa auto-estima e equiparação dos nossos direitos enquanto profissionais de segurança pública.

Em conseqüência seremos porta vozes dos direitos humanos da comunidade LGBT, compromissados com a construção de uma cultura de paz e respeito à diversidade sexual. Entendemo-nos enquanto profissionais da segurança pública, precedente à dimensão técnica de nossos ofícios, como pedagogos da cidadania, voltados à educação e conscientização do público homossexual, bem como da comunidade em geral, focados em especial no aspecto da prevenção à violência homofóbica.

Lutamos contra a homofobia internalizada nas instituições policiais, contra os critérios discriminatórios de seleção, as perseguições, óbices às promoções, sempre que evidenciado o preconceito em face da orientação e identidade de gênero dos operadores de segurança pública.

Consideramos a vitimização secundária, aquela perpetrada pelas próprias instâncias de controle social, a expressão mais covarde de violência, praticada por indivíduos que, motivados pelo ódio homofóbico, arbitram das suas prerrogativas de função, passíveis de responsabilização penal, administrativa e civil;

O enfrentamento da homofobia impõe, por sua vez, transformaçõesigualmente profundas nas estruturas econômicas, sociais e políticas do mundo em que vivemos, visando torná-las compatíveis com os valores de justiça, solidariedade, igualdade e liberdade consagrados em nossa carta magna, bem como o respeito à dignidade da pessoa humana;

Manifestamos o repúdio aos diversos episódios de violência policial em face do segmento LGBT ao longo dos anos, por vezes constrangidos à execução de serviços forçados, limpezas de delegacias, quartéis e viaturas, lavagens de cadáveres em institutos médicos legais, com fito de humilhar, depreciar; prisões arbitrárias, extorsões, ofensas físicas e morais, bem como o emprego desmedido ou descabido de armas de fogo ou outras armas não letais.

Assumimos o compromisso de contribuirmos para que os órgãos de segurança pública possam se redimir dessa mácula, sempre que denunciarmos eventuais episódios de abuso de poder e tortura fundados no preconceito homofóbico.

Os objetivos da rede são:
Somar-se ao movimento homossexual organizado com vistas ao combate de todas as expressões do preconceito lesbofóbico, homofóbico e transfóbico;
Servir de instrumento de defesa e garantia da integridade e cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com ênfase nos aspetos da prevenção e contenção da violência;
Contribuir para a efetivação dos princípios e diretrizes priorizados pela Conferência Nacional LGBT, eixo 4: Da Justiça e Segurança Púbica; Conferências Estaduais LGBT; CONSEG e Conferências Estaduais de Segurança Pública, relacionados à livre orientação sexual e identidade de gênero;
Promover a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, notadamente aqueles integrantes das carreiras policiais e guardas municipais, a partir da equiparação de direitos e do combate à violência e
discriminação, em especial a homofobia perpetrada nos órgãos de segurança pública;
Incentivar e promover à denúncia de violações dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, notadamente dos operadores de segurança LGBT’s;
Monitorar e avaliar a implementação das políticas de segurança pública, nos âmbitos federal, estaduais e municipais, de atendimento à população LGBT, prevenção e contenção da violência homofóbica;
Ampliar o diálogo e a articulação entre a sociedade civil e os órgãos de segurança pública;
Fomentar o mapeamento e diagnóstico da violência homofóbica, através de dados oficiais a subsidiar o efetivo planejamento estratégico das ações de prevenção e contenção dos crimes homofóbicos;
Pleitear o aumento da carga horária nos cursos de formação e fomentar a realização de jornadas de direitos humanos, com vistas ao enfrentamento do preconceito e da violência homofóbica, lesbofóbica e transfóbica, pautada no respeito aos cidadãos LGBT’s, nas políticas de atendimento, a especialização da investigação dos crimes homofóbicos, técnicas de abordagem, dentre outros temas afetos, mediante a interlocução e participação do movimento social.


II – Carta de Princípios

Nossa organização nacional contatará, enquanto movimento social cujaidentidade e propósitos foram esboçados acima, com a participação de militantes integrantes dos quadros das carreiras policial federal, rodoviária federal, ferroviária federal, polícias civis, polícias militares, corpos de bombeiros militares, bem como as guardas municipais, em consonância com o artigo 144 e parágrafos da Constituição Federal,
assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais.

A efetiva participação dos operadores de segurança pública LGBT’s, em âmbito nacional, como porta-vozes de suas questões e protagonistas da luta por seus direitos, consiste na característica essencial e definidora da Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT’s.

A carta de princípios legitimada pelos representantes da Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT’s consistirá na bússola a nortear sua atuação, pautada nos seguintes aspectos:
Exercício político circunscrito ao espaço do movimento social autônomo, apartidário e independente diante de governos e administrações;
Sustentação de uma atuação política ativa e diurna nas questões que afetem diretamente os operadores de segurança pública LGBT, e solidária ao movimento homossexual organizado sempre que aviltados os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais;
Avaliação das políticas públicas de atendimento aos LGBT’s, maior interlocução e proposição de parcerias com o poder público - reconhecer seu empenho, quando efetivo, e denunciar suas omissões, quando evidenciadas;
Participação ativa no acompanhamento e apuração de denúncias de violação de direitos humanos que afetam a população LGBT;
Defesa da criação e aprimoramento das legislações, regulamentos, decretos e portarias que assegurem aos operadores de segurança pública a plena condição de sujeitos de direitos e a igualdade entre seus pares;
Convidarmos a sociedade a reconhecer, acolher e respeitar a livre orientação sexual e identidade de gênero, dentro e fora das instituições policiais, através de publicações, debates, produções culturais, manifestações públicas, dentre outras iniciativas.


III – Estruturação e funcionamento

São considerados participantes da Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT:

Até a data do 1º Encontro Nacional de Operadores de Segurança LGBT, todos aqueles que assinaram seu documento de fundação (O Manifesto pela luta contra a homofobia: Operadores de Segurança Pública Fora do Armário, em defesa da cidadania LGBT).

A partir do I Encontro, aqueles que endereçarem por escrito à Rede Nacional sua solicitação de adesão, declarando sua concordância com os princípios desta Carta, bem como sua orientação sexual e identidade de gênero.

A Rede realizará encontros nacionais de caráter deliberativo com a periodicidade de 2 em 2 anos, com a seguinte estruturação:

• A Rede Nacional de Operadores de Segurança LGBT’s compõe-se de:
I- Plenário;
II- Presidência;
III- Diretoria;
IV- Colegiado.
• Os encontros nacionais terão como objetivo a avaliação e debate de questões consideradas relevantes na ocasião de sua realização, assim como a tomada das decisões exigidas, e a proposição de seu encaminhamento, em plenário;
• As avaliações e propostas relativas a estas questões serão feitas em grupos de trabalho, e ali votadas por maioria simples dos filiados à rede;
• Os coordenadores dos grupos de trabalho elaborarão, a partir do relatório de cada grupo, um relatório único a ser apresentado à plenária. No caso de divergências, deve-se empreender todo o esforço na busca de um consenso. Propostas ou avaliações divergentes que não puderem ser conciliadas desta maneira devem ser destacadas, e encaminhadas para a apreciação dos núcleos participantes da Rede;
• Cada núcleo fará com seus delegados a discussão das proposições divergentes, e se posicionará a respeito de cada uma delas. A respeito de cada proposição, prevalecerá a posição tomada pela maioria simples dos núcleos;



A Rede será coordenada por um colegiado, eleito a cada Encontro Nacional, com as seguintes características e atribuições:
Será composto por no máximo 33 (Trinta e três) membros distribuídos em 03 (Três) núcleos:

I – FEDERAIS: 01 (Um) representante da polícia federal, 01 (Um) representante da polícia rodoviária federal e 01 (Um) representante da polícia ferroviária federal, preferencialmente um gay, uma lésbica e uma travesti ou transexual, escolhidos pela deliberação entre os integrantes das respectivas carreiras, filiados à rede – Totalizando no máximo 03 (Três) Coordenadores;

II POLÍCIAS ESTADUAIS: 03 (Três) representantes das polícias estaduais, por região (Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul), preferencialmente 01 (Um) representante da polícia civil, 01 (Um) representante da polícia militar e 01 (Um) representante do corpo de bombeiros militar - preferencialmente um gay, uma lésbica e uma travesti ou transexual, escolhidos por deliberação entre os integrantes das respectivas carreiras filiados à rede – Totalizado no máximo 15 (Quinze) Coordenadores.

III - GUARDAS MUNICIPAIS: (Três) representantes das guardas municipais, por região (Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul), preferencialmente 01 (Um) gay, 01 (Uma) lésbica e 01 (Uma) travesti ou transexual, escolhidos pela deliberação entre os integrantes das respectivas carreiras filiados à rede – Totalizando no máximo 15 Coordenadores.

O Colegiado deverá contar com no mínimo 15 (Quinze) Coordenadores, sendo no mínimo 02 (dois) representantes do núcleo I (PF) e 07 (sete) representantes, respectivamente, dos núcleos II (PC, PM, CB) e III (GM).

O Colegiado deverá reunir-se regularmente de forma a possibilitar a coordenação das diversas iniciativas e frentes de ação da Rede, e sua divulgação e acompanhamento pelos núcleos participantes. Deverá, ainda, tomar as decisões que não possam aguardar a data do próximo Encontro Nacional, tomando suas posições a partir das discussões realizadas com os núcleos.

Além dos Encontros Nacionais, com as características e objetivos já descritos, a Rede deve promover, a qualquer tempo, manifestos públicos, seminários temáticos, feiras culturais, etc, de interesse para fortalecimento, ampliação e divulgação da Luta contra a homofobia, notadamente a homofobia, lesbofobia e transfobia institucionalizadas, consideradas as manifestações de preconceito e violência perpetradas em órgãos de segurança pública.

Deve, ainda, constituir comissões específicas de trabalho, cuja composição, objetivos e modo de funcionamento ocorrerão conforme prioridades e necessidades definidas pela própria rede.

O presidente e a Diretoria Executiva será eleita pelo Colegiado, conforme o disposto no regimento interno.

São atribuições do Presidente:
I - Convocar e presidir as reuniões do colegiado;
II – Solicitar a elaboração de estudo, informações e posicionamento
sobre temas de relevante interesse público;
III – Firmar atas das reuniões.

Caberá
A estruturação e o funcionamento da Rede devem sempre refletir os princípios que a constituem, de forma a assegurar em sua organização a prática democrática e solidária que reúne seus núcleos.
Esta Carta de Princípios foi aprovada por aclamação, com unanimidade, durante a realização do II Seminário Nacional de segurança Pública LGBT, Rio de Janeiro - RJ, no dia 09 de novembro de 2010.






sábado, 15 de janeiro de 2011

Gustavo Bernardes, é o novo Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT

Gustavo Carvalho Bernardes


O advogado e ativista da ONG SOMOS de Porto Alegre, Gustavo Bernardes, 35 anos, foi escolhido para ser o novo responsável pela Coordenadoria Nacional de Promoção dos Direitos LGBTsGustavo assumirá a função de Coordenador Geral LGBT da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República(SNDH).




A Ministra responsável pela secretaria, Maria do Rosário, declarou em seu discurso de posse que: "Não descansaremos diante da intolerância, base para os crimes de ódio praticados contra os homossexuais. É uma responsabilidade nossa integrarmos ações para a promoção dos direitos da população LGBT com a garantia da igualdade dos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em relação a toda a sociedade". A Ministra ainda assegurou que,  em seu mandato irá lutar pela aplicação do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), que aponta questões da criminalização da homofobia, união civil e adoção para LGBT.





Não sei se essas pessoas irão ter sucesso em suas empreitadas, mas de uma coisa eu tenho certeza, estamos muito bem representados. Essas são pessoas capacitadas, engajadas e cientes, não só das dificuldades que encontrão, mas sobretudo, da importância dessa luta.





Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT (Subsecretaria Nacional de Produção e Defesa dos Direitos Humanos / Secretaria dos Direitos Humanos / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA)
Telefone: (61) 2025-3081 / 2025-3080
E-mail: gustavo.bernardes@sdh.gov.br


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

1º ENCONTRO DA REGIÃO SUL DA ABGLT, nos dias 26 27 e 28 de Novembro de 2010.

SECRETARIA REGIONAL SUL







1 º ENCONTRO DA REGIÃO SUL DA ABGLT



QUAL O TEMA?
"Trocar Experiências e Planejar é bom" 


OBJETIVO DO EVENTO?
Fomentar a troca de experiência e interação das OSC, ONG’s, Instituições e Movimentos Sociais LGBT filiados ou não a ABGLT, e formular o Planejamento Estratégico da Secretaria Regional Sul da ABGLT. 


QUANDO?
Nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010.


QUAL O LOCAL?
Avenida Campeche, 1373, Campeche - Florianópolis/SC
Brasil    /   CEP 88063-300
Tel/Fax: 55 (48) 3338-2020


HORÁRIO:
Inicia às 13h do dia 26/11/2010 com o Credenciamento do Evento.


QUEM PODE PARTICIPAR:
OSC, ONG’s, Instituições e Movimentos Sociais LGBT, Direitos Humanos filiados ou não a ABGLT da Região Sul do Brasil.


QUANTAS VAGAS POR INSTITUIÇÃO?
3 Vagas (Em caso de disponibilidade abriremos mais vagas por instituição)


HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO
Será disponibilizada pelo evento


TRANSPORTE/TRANSLADOS
Por conta de cada participante/instituição/ONG, etc


ENDEREÇO PARA ENCAMINHAR A INSCRIÇÃO
nucleodiversidaderoma@gmail.com


ONDE TENHO MAIS INFORMAÇÕES?
Fabricio Lima (Coordenador Estadual da ABGLT em Santa Catarina)
TIM  (48) 9937-1054
OI  (48) 8436-8278
CLARO  (48) 8811-1559
Telefone Fixo: (48) 3242-7645


REALIZAÇÃO:
- GATA Tubarão - Associação das Transgêneros da Amurel Tubarão GATA
ROMA – Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis
MCLGBTT - Movimento Catarinense LGBTT
Secretaria Regional Sul da ABGLT


FINANCIAMENTO:
- Ministério da Saúde


APOIO:
- Fórum Catarinense de ONGs/Aids
- Gerente de Vigilância de Doenças Sexualmente Transmissíveis – GEDST (Diretoria de Vigilância Epidemiológica – DIVE / Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina)
- Associação Arco-Íris Joinville
- Movimento LGBT de Itajaí
- Núcleo de Pesquisa ENTRENOS / UNISUL
- Núcleo de Pesquisa Mídia e Participação Política e Social / UFSC
- Programa Municipal de DST/HIV/Aids (Secretaria Municipal de Saúde de Tubarão)
- Programa Municipal de DST/HIV/Aids (Gerência de Vigilancia Epidemiológica / Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis)- SINDPREVS/SC